O Hexa ainda é um sonho

Dunga resgatou nos jogadores aquele sentimento de orgulho em vestir a verde-amarelo. Mas ainda faltava a Copa…

O time de Dunga priorizou a marcação, o sentido coletivo, deixando os “estrelismos” em um segundo plano. Mas ainda faltava a Copa…

Vencemos a Copa América, mas ainda faltava a Copa…

Levantamos o troféu da Copa das Confederações, mas ainda faltava a Copa…

O Brasil classificou-se nas eliminatórias à Copa com três rodadas de antecedência. Mas ainda faltava a Copa…

Dunga dirigiu a equipe em 55 jogos com apenas 5 derrotas. Mas ainda faltava a Copa…

E veio a Copa. Ainda que as atuações da equipe brasileira não chegassem a entusiasmar, passamos pela 1ª fase com duas vitórias e um empate, ficando com o 1º lugar no grupo.

Nas oitavas uma vitória fácil em cima dos chilenos. E agora já eram 59 partidas com apenas 5 derrotas. Mas ainda faltava vencer a Copa…

E então chegamos às quartas-de-final frente aos holandeses que vinham com 100% de aproveitamento na competição. E o combate teve, de forma muito clara, duas fases distintas. Na 1ª, o Brasil comandando o jogo, abrindo o placar bem cedo, desperdiçando várias oportunidades de “matar” o jogo, e anulando todas as tentativas ofensivas do time “laranja”.

Já na 2ª fase o jogo foi outro. Um Brasil que parecia não ter voltado à campo, enquanto que a Holanda impunha o seu futebol, conseguindo os espaços que não tivera no 1º tempo. E assim veio o gol de empate no qual Julio Cesar e Felipe Melo não se entenderam. E a partir do gol a seleção canarinho perdeu-se completamente em campo, notando-se um completo desequilíbrio emocional que desencadeou no 2º gol holandês e também na expulsão de Felipe Melo. Era de se esperar que jogadores tarimbados, acostumados a grandes decisões no futebol europeu apresentassem um melhor preparo psicológico para enfrentar esse tipo de situação adversa, o que infelizmente não ocorreu, pois vários jogadores já mostravam um desequilíbrio ainda na 1ª etapa. Nada mais deu certo para o Brasil. Nem mesmo as trocas de Michel Bastos por Gilberto e de Luiz Fabiano por Nilmar surtiram efeito.

E assim acabamos voltando para casa mais cedo do que o esperado.

Penso que não é hora de sairmos na “caça às bruxas” e crucificando culpados. O Presidente da CBF escolheu Dunga, e este por sua vez elegeu as suas preferências e aplicou o seu método de trabalho, todos sempre pensando no sucesso de um trabalho que culminasse com o título do Hexa.

Se o resultado não foi o esperado, cabe agora uma profunda análise de tudo que foi feito durante estes últimos quatro anos e repensar a Seleção já projetando 2014, quando iremos sediar a Copa do Mundo e não poderemos fracassar novamente.

E esta é uma tarefa para Felipão ou Mano Menezes, pois os outros nomes que estão sendo especulados, na minha opinião, não apresentam os requisitos que o cargo exige, estando assim fadado o selecionado brasileiro a um novo fracasso. Portanto, chega de fazer experiência, é hora de arregaçar as mangas e trabalhar, colocando no comando quem já provou que sabe. “Te liga Ricardo Teixeira!” DEDE2005

Éééé amigo, Copa do Mundo!!!

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